A OpenAI Build Week começou com um desafio simples: criar algo real com o Codex e o GPT‑5.6. Agradecemos a todos vocês por aceitarem esse desafio e transformarem a semana em uma celebração vibrante do espírito de quem cria.
Quase 47 mil criadores de 186 países participaram, fazendo deste o nosso maior hackathon até agora. Ao longo de oito dias, eles enviaram mais de 8 mil projetos e participaram de sete eventos on-line e 60 presenciais da comunidade para aprender uns com os outros, testar novas ferramentas e colocar suas criações no mundo.
A Build Week também deu uma amostra dos rumos da criação de software. Uma veterinária sem experiência em programação criou uma ferramenta de triagem que já está em fase de testes em sua clínica com equipe reduzida. Entre plantões hospitalares, um cardiologista no Cairo criou um protótipo de pesquisa para o atendimento a paradas cardíacas. Outros vencedores recorreram a experiências pessoais para criar ferramentas de acessibilidade na fala e de pronúncia do vietnamita, enquanto desenvolvedores se dedicaram à segurança de MCP, ao design de áudio espacial e a reconstruções interativas de máquinas antigas.
Juntos, seus projetos mostram como a comunidade de criadores está se expandindo: desenvolvedores podem trabalhar em sistemas mais ambiciosos, enquanto pessoas com conhecimento especializado em outras áreas podem transformar o que sabem em software funcional.
Hoje, anunciamos oito vencedores em quatro categorias: Apps para sua vida, Trabalho e produtividade, Ferramentas para desenvolvedores e Educação.
Os jurados avaliaram a implementação técnica, o design e a experiência do usuário, o impacto potencial e a qualidade da ideia de cada projeto.
Os oito vencedores dividirão US$ 100 mil em prêmios em dinheiro. As equipes que ficaram em primeiro lugar também receberão ingressos para o OpenAI DevDay, tempo com a equipe do Codex e um ano de ChatGPT Pro.
Foi difícil escolher apenas dois vencedores em cada categoria. Explore a galeria completa para ver o que os participantes criaram durante a OpenAI Build Week.
Apps para sua vida
Primeiro lugar: Second Voice
Criado por: Ravitez Dondeti
Quando Ravitez Dondeti era criança, uma de suas parentes tinha um distúrbio da fala. Ele se lembra de tentar se comunicar por gestos e de perceber, após a morte dela, o quanto havia ficado sem perguntar e sem dizer.
Essa experiência foi o ponto de partida para o Second Voice, uma ferramenta que ele criou sozinho durante a Build Week para pessoas com disartria ou controle motor limitado que podem precisar de ajuda para serem compreendidas durante uma conversa em tempo real.
O Second Voice combina trechos da fala da pessoa com seu repertório de frases e o contexto imediato para sugerir algumas frases prováveis. O usuário escolhe ou edita a frase antes que o aplicativo a reproduza em voz alta, mantendo o controle sobre o que é dito.
Ravitez inicialmente achava que reconstruir a frase seria o problema mais difícil. Mas foram as pequenas escolhas de interação que mais importaram: quantas opções mostrar, com que rapidez elas aparecem e quanto esforço a confirmação exige de alguém com controle motor limitado.
“As menores decisões de UX foram as que tiveram mais peso. Para alguém com controle motor limitado tentando participar de uma conversa em andamento, essas escolhas são o produto. Um aplicativo que funciona tecnicamente não basta se for impossível de usar na prática.” — Ravitez Dondeti
Saiba mais sobre o projeto e assista à demonstração aqui.
Segundo lugar: AirBridge for Windows
Criado por: Adam Tarantino
O AirBridge surgiu de um problema persistente do dia a dia. Adam tinha caixas de som compatíveis com AirPlay espalhadas pela casa, mas não havia uma maneira simples de usá-las a partir de seu PC com Windows. Em 2024, ele havia tentado desenvolver a ideia com um modelo anterior da OpenAI, mas não tinha conseguido transformá-la em um produto funcional.
Durante a Build Week, ele tentou novamente.
O AirBridge captura o áudio do Windows em tempo real e o transmite diretamente para HomePods, Apple TVs e Macs, sem cabos de áudio virtuais nem arquivos temporários. Ele vai além da reprodução básica e inclui suporte a várias caixas de som, calibração de atraso por cômodo e uma extensão do navegador que corrige a sincronização labial dos vídeos ao atrasar a imagem em vez do áudio.
Um assistente baseado no GPT-5.6 pode controlar o sistema por voz, enquanto uma camada local de políticas determina quais ações são permitidas e verifica o resultado no próprio hardware.
“Sou engenheiro de software há mais de 10 anos, mas este foi meu primeiro hackathon. Não importa seu nível de habilidade nem o tamanho da sua ideia, vale a pena participar de um hackathon. Quem não joga não ganha.” – Adam Tarantino
Saiba mais sobre o projeto e assista à demonstração aqui. Ou experimente.
Finalistas de Apps para sua vida
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O Bander permite que famílias vejam o que um assistente de IA fará antes que ele mexa em suas contas.
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O O2 by Agent9 reúne medições da qualidade do ar, atividade de incêndios florestais, alertas e previsões.
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O SayAhead ajuda pessoas surdas e com deficiência auditiva a ler, conduzir e controlar chamadas telefônicas.
Trabalho e produtividade
Primeiro lugar: veTriage
Criado por: Erin Downes VMD
Neste ano, a Paoli Vetcare passou de três veterinários para apenas um. Tutores preocupados com seus animais de estimação continuavam ligando, mas o hospital tinha menos profissionais clínicos disponíveis para avaliar cada caso.
Erin Downes, veterinária e proprietária de uma clínica, com 61 anos e sem experiência em programação, transformou décadas de experiência clínica e operacional no veTriage. O aplicativo ajuda recepcionistas a coletar o histórico relevante, reconhecer sinais de alerta urgentes e encaminhar os casos para a avaliação adequada, sem exigir que funcionários de áreas não clínicas tomem decisões médicas. Sua ideia central é que uma agenda cheia não torna o caso de um paciente menos urgente: a necessidade clínica e a capacidade do hospital precisam ser tratadas separadamente.
Já em fase de testes pela equipe de Erin, o veTriage mostra como as pessoas que lidam mais de perto com um fluxo de trabalho difícil agora podem ajudar a criar o sistema de que precisam. O Codex ajudou a transformar o conhecimento clínico de Erin em um fluxo de trabalho funcional para a clínica, enquanto o GPT-5.6 ajuda as pessoas a conduzir a conversa de atendimento inicial com eficiência, sem tomar a decisão médica.
“Aos 61 anos, espero incentivar outras pessoas com profundo conhecimento em suas áreas a perceber que não é tarde demais para começar a criar. Não tenho experiência em programação, mas descobri que o conhecimento especializado pode ser um ponto de partida para desenvolver soluções.” – Erin Downes
Saiba mais sobre o projeto e assista à demonstração aqui. Ou veja o protótipo.
Segundo lugar: Pulse
Criado por: Mohamed Mostafa Mohamed Labib Abu Taleb
O cardiologista Mohamed Mostafa Mohamed Labib Abu Taleb, que atua no Cairo, criou o Pulse entre plantões hospitalares. É um protótipo de pesquisa para uma das situações mais exigentes da medicina: o atendimento a uma parada cardíaca.
Durante uma reanimação, o líder da equipe pode estar acompanhando o ritmo cardíaco, os choques, os horários de medicação, os ciclos de RCP e as interrupções nas compressões torácicas, enquanto as pessoas na sala anunciam atualizações em voz alta. O Pulse ouve o que se diz na sala durante uma parada cardíaca e mantém atualizado o estado clínico, inclusive quando há alternância entre o árabe egípcio e outros idiomas, além de manter uma visão compartilhada do que aconteceu e do que pode precisar ser feito em seguida. O Pulse usa IA para apoiar profissionais clínicos em um ambiente de alta pressão, sem assumir suas decisões. O GPT-5.6 ajuda a interpretar falas confusas, enquanto código determinístico e auditável acompanha o fluxo de reanimação e pede confirmação à equipe quando as evidências não são claras.
“O Pulse foi criado no Cairo, entre plantões hospitalares, sem equipe, sem laboratório e sem financiamento. Existe uma suposição implícita de que ferramentas médicas sérias precisam vir de um grupo universitário ou de uma startup com bastante financiamento. Esta é uma pequena evidência de que não precisa ser assim.”
Saiba mais sobre o projeto e assista à demonstração aqui.
Finalistas de Trabalho e produtividade
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O LabSpace AI cria um mapa espacial pesquisável de um laboratório e de tudo o que há nele.
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O OpenCounsel transforma peças jurídicas danificadas em conjuntos de documentos conferidos com as fontes e prontos para protocolo.
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O Tomok – Construction Intelligence conecta cronogramas, especificações e relatórios para que equipes de infraestrutura possam rastrear a origem dos atrasos.
Ferramentas para desenvolvedores
Primeiro lugar: Echo Canvas
Desenvolvido por: Kevin Yang
O áudio espacial costuma ser testado somente depois que uma cena já foi criada em um motor de jogos. Isso dificulta que designers e desenvolvedores explorem como um espaço deve soar logo no início do processo.
Kevin Yang criou o Echo Canvas como o equivalente acústico de um wireframe visual. No navegador, os colaboradores podem esboçar um espaço, posicionar fontes sonoras e ouvintes, abrir uma passagem, trocar o material de uma parede e ouvir o resultado imediatamente.
O GPT-5.6 pode ajudar a criar e explicar cenas, mas opera dentro de esquemas com restrições bem definidas. Sistemas determinísticos cuidam da geometria e dos cálculos acústicos, enquanto o áudio é renderizado localmente no navegador.
O resultado permite ouvir e examinar um problema de design que, de outra forma, seria invisível, tornando muito mais fácil explorá-lo em conjunto com colaboradores de áreas técnicas e não técnicas.
“Mais raios não resultam automaticamente em um produto melhor. Também aprendemos que a IA é mais confiável como uma camada de criação e explicação com limites bem definidos, e não como substituta da geometria ou do DSP em tempo real.”
Saiba mais sobre o projeto ou experimente uma demonstração aqui.
Segundo lugar: Sentinel
Desenvolvido por: Malik Bashaar Javaid
Servidores MCP podem dar aos agentes acesso a arquivos, APIs, bancos de dados e comandos de shell. Ao desenvolver sistemas agênticos, Malik Bashaar Javaid encontrava repetidamente servidores MCP compartilhados como modelos de início rápido com chamadas de shell sem sanitização, credenciais embutidas e limites de autorização frágeis.
Ele criou o Sentinel para encontrar esses problemas antes do lançamento de um servidor MCP. A ferramenta combina análise estática determinística, uma revisão dos achados pelo GPT-5.6 com restrições rigorosas e no contexto real do código-fonte, e sondas isoladas em Docker que testam o comportamento real do servidor. O modelo pode corroborar ou contestar um achado, mas não pode inventar sondas executáveis, citar código inexistente nem apagar silenciosamente os pontos de atenção quando estiver indisponível. O Sentinel mapeia seus achados para o OWASP Agentic Top 10 e pode enviá-los à análise de código do GitHub, levando práticas conhecidas de segurança durante o build a uma parte do ecossistema de agentes que cresce rapidamente.
“Impor limites a um modelo é mais difícil do que escrever prompts para ele. A maior parte do meu trabalho não foi engenharia de prompt. Foi criar verificações de esquemas, regras contra a citação de código que não existe e modelos de sondas que o [GPT-5.6] pode parametrizar, mas nunca escrever.”
Bashaar participou de seu primeiro hackathon com o Sentinel. Ele se formou recentemente em ciência da computação.
Saiba mais sobre o projeto e assista a uma demonstração aqui. Ou experimente.
Finalistas de Ferramentas para desenvolvedores
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Emberframe Studio oferece aos desenvolvedores uma tela espacial para criar com agentes de IA.
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GenUI transforma JSON criado por modelos em SwiftUI nativo e validado.
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Vibe Signal permite monitorar e orientar o Codex por um iPhone ou Apple Watch.
Educação
Primeiro lugar: Mechanica
Desenvolvido por: Weiying Zhu, Yukun Li e Shan Wei
A ideia do Mechanica surgiu durante uma visita a um museu. “É engraçado e dá vergonha de admitir, mas já bati a cabeça no vidro de museus mais vezes do que consigo contar, de tanto prestar atenção na peça que estava atrás dele”, contou Shan Wei.
A equipe queria poder fazer mais do que olhar para uma máquina em exposição: queria operá-la, desmontá-la e entender como funcionava. Ou, nas palavras de Yukun Li: “uma forma de ver e sentir uma cultura mais de perto”.
O Mechanica transforma registros históricos fragmentados em reconstruções funcionais e interativas de quatro máquinas da China antiga, de uma torre com relógio astronômico a um tear programável criado séculos antes da computação moderna. Os visitantes podem operar os mecanismos, desmontá-los e rastrear cada dimensão até um texto clássico, um artefato medido ou uma inferência acadêmica claramente identificada.
De algumas máquinas antigas, restam sobretudo poucas linhas de texto, o que dificulta imaginar como elas podem ter se movido. Quando há divergências entre historiadores, o Mechanica apresenta reconstruções alternativas em vez de fingir que existe uma única resposta definitiva.
Os três criadores tinham décadas de experiência com software, mas pouca ou nenhuma experiência com modelagem 3D, animação, simulação física ou hackathons. O Codex ajudou a equipe a explorar territórios desconhecidos em modelagem 3D, física e animação, enquanto o GPT-5.6 é a base de um guia de IA projetado para citar as evidências do museu ou se recusar a responder quando elas não estiverem disponíveis.
“O limite é mesmo a minha imaginação. Desenvolvo software há 25 anos, mas 3D e animação estavam completamente fora da minha área, e essa barreira simplesmente não existe mais. As pessoas podem criar muito além de sua própria especialidade.” – Weiying Zhu
Saiba mais sobre o projeto e assista à demonstração aqui. Ou visite o museu digital.
Segundo lugar: Dấu
Desenvolvido por: Robert Huynh
Robert Huynh havia participado de um hackathon antes da Build Week, mas foi embora depois de meio dia por receio de não ter “conhecimento técnico suficiente” para estar ali. Durante a Build Week, ele participou sozinho em Hanói e criou o Dấu, um tutor visual para uma das partes mais difíceis de aprender vietnamita: os tons.
Robert cresceu em uma família que falava vietnamita e conhecia bem a frustração comum de dizer uma palavra, ouvir todo mundo rir e não saber o que o tom usado havia mudado.
Em vietnamita, a mesma sílaba pode ter seis significados diferentes, dependendo da altura do som e da qualidade vocal. O Dấu torna essas diferenças visíveis. Os alunos gravam uma palavra, veem sua curva de altura vocal ao lado de uma referência validada de um falante nativo, descobrem que significado sua pronúncia pode ter produzido e recebem uma orientação específica sobre como ajustar fisicamente a produção do som.
Uma das decisões técnicas mais importantes de Robert foi definir o que a IA não deveria fazer. O processamento determinístico de sinais avalia o tom, e o GPT‑5.6 orienta o aluno. Quando as evidências não são claras, o Dấu pede que o aluno tente novamente, em vez de dar uma resposta errada com confiança.
“Passei de me perguntar se tinha conhecimento técnico suficiente para participar de um hackathon a ver algo que criei sozinho se tornar finalista. A IA está permitindo que muito mais pessoas se tornem criadoras, e você não precisa esperar até sentir que tem conhecimento técnico suficiente para colocar a mão na massa.” – Robert Huynh
Saiba mais sobre o projeto e assista à demonstração aqui. Ou experimente.
Finalistas de Educação
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Canopy pede aos alunos que apliquem o que a IA ensina em um sandbox de programação.
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Encore! transforma os erros na prova de uma criança em lições personalizadas na forma de livros de histórias.
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ResearchOS permite rastrear cada afirmação de uma pesquisa até sua fonte.
Obrigado!
Agradecemos a todos os criadores, participantes dos eventos e embaixadores do Codex que deram vida a esta celebração global da criação. Para acompanhar as novidades da OpenAI para desenvolvedores, fique de olho na nossa página para desenvolvedores e, para manter o contato pessoalmente, participe de um evento da comunidade perto de você.